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Toninho Almeida
Toninho Almeida,ex-atleta de futebol Cruzeiro Esporte Clube,Sport Clube do Recife,Vila Nova de Goiás,Americano de Campos-RJ-,autor do livro "Esporte Como Exemplo",ganhador do premio Belfort Duarte por ter atuado 288 partidas sem ser expulso.... Mais colunas de Toninho Almeida
“13 de maio de 1976... Saudade do amigo e parceiro Roberto Batata”Publicada em 12/05/2009
A primeira “Em 13 de Maio de 1888, através da lei Áurea, a liberdade total finalmente foi alcançada pelos negros no Brasil. Esta Lei assinada pela Princesa Isabel, abolia de vez a escravidão no nosso Brasil”. A Segunda: Sem duvida, a morte trágica do nosso inesquecível Roberto Batata, nascido em 24 de Julho de 1949 e que veio a falecer em 13 de Maio de 1976... Já se vão 32 anos sem o Grande Batata...Poderia escrever sobre o inicio do Brasileirão, mas, bateu novamente uma enorme saudade desse grande amigo. Fizemos teste no Cruzeiro no mesmo dia. Eu, Roberto Batata e Luiz Fábio, buscávamos a sorte no time da Toca. Atuamos na mesma equipe durante o primeiro treino. Nos primeiros dez minutos, não vi a cor da bola. Falta a nosso favor foi assinalada próximo à área. Spencer arrumou a bola e partiu para a cobrança. Deslocava-me, saia da marcação, mas ninguém tocava a bola. De repente, uma falta a e antes dele partir para a bola , tomei a frente e bati, fazendo o gol. Foi um silêncio e o Batata veio abraçar-me. Depois desta façanha, eu, Batata e Luiz Fábio nos entrosamos. Mais tarde fomos chamados pelo diretor da categoria de base que, naquela época, eram conhecidas por “categoria inferior”. Esse episodio foi o suficiente para eu ganhar a moral que precisava .A partir daí , tivemos uma atuação mais efetiva. Com isso o diretor nos chamou e questionou a nossa idade. Eu tinha 16 anos, Batatinha estava com 17 e o Luiz Fabio alegou ter 17 anos, (mas na verdade ele tinha 20 anos) e se chamava Ananias. Para passar no teste ele usou a certidão do Luiz Fábio que havia sido reprovado. Ele passou-se por Luz Fábio até 1974, quando a farsa foi descoberta. Essa manobra ainda acontece nos dias atuais e no jargão futebolístico é conhecida como “gato” Fizemos uma excursão a quatro continentes em 1972, e a missão do técnico Orlando Fantoni era manter o Piazza na zaga e colocar-me no meio campo. O interessante foi que o Batata presenciou o Felício Brandi se aproximar de mim antes do embarque no aeroporto da Pampulha “Toninho, na volta da excursão você será o titular”. Eu então respondi: “Muito obrigado, presidente.”. Roberto Batata, que estava ao meu lado, ficou perplexo com a declaração do Felício. Nós éramos tão amigos que quando tive uma contusão seria no joelho (torção parcial dos ligamentos) o Batata me levou para sua casa no bairro santa Efigênia, próximo ao campo do América, onde fiquei por dois meses (de gesso) e sendo tratado como um filho pela inesquecível Dona Judith a mãe do Batata. Éramos amigos e parceiros. Fomos campeões juvenil 1968, tetra campeões-72-73-74-75 e campeões da taça Minas Gerais em 1975. Fui inscrito para Libertadores 76, mas uma contusão me tirou da relação e Silva foi adicionado à lista. Na apresentação do Yustrich ao nosso elenco em 1972, após o nosso retorno da Excursão, o “Homão”, como ele era conhecido, dirigiu-se ao Batatinha e disse: “Você gostava de subir no muro do América e me chamar do que mesmo? Batatinha sem graça disse “Zé mingau”... foi uma ótima descontração. No dia 13 de maio de 1976, dois dias após o jogo em Lima, Roberto faleceu. Ele ia visitar sua esposa, Denise, e o seu filho, Leonardo, então com 11 meses, em Três Corações, quando se envolveu em um acidente com o seu Chevette. Minha família sempre foi muito amiga da família do Batata. Sua morte comoveu o país e na partida de volta contra o mesmo Alianza, no Mineirão, o Cruzeiro, venceu por 7 a 1. Exatamente, o numero de sua camisa. Depois da dramática final de 1976, quando numa iniciativa fantástica de Joãozinho, o Cruzeiro arrebatou. Os jogadores rezaram em campo e dedicaram o título ao ex-companheiro. Recebeu o apelido do treinador João Crispim que era nosso técnico e colocou no Roberto Monteiro o apelido de Batata devido as suas bochechas. Jogou contra o Alianza, no dia 12 de maio de 1976. Naquela ocasião, marcou um gol na vitória do Cruzeiro, sobre o Alianza por 4 a 0. No dia seguinte, lamentavelmente faleceu. Na semana seguinte, no dia 20 de maio, o Cruzeiro voltou a enfrentar novamente o Alianza e uma camisa com o número 7, normalmente utilizada por Batata, foi colocada na pista ao lado do gramado. Momentos antes de a bola rolar, o pistonista da banda da Polícia Militar tocou ‘Silêncio’. Em campo, os jogadores prestaram uma linda homenagem ao ex-companheiro vencendo o time peruano justamente por 7 a 1. Atlético Na Copa Brasil, mais uma vez o Galo fica de fora, sem elenco, treinador nenhum conseguirá bons resultados, não têm meio campo, zagueiros, goleiros e laterais. Eliminado pelo Vitória nos pênaltis, zagueiro encerrar as cobranças, ou seja, decidir é a pior opção havia ainda para bater o pênalti: Marcio Araujo, Eder Luis e até o Renan que no jogo dá um passe errado e arruma o cabelo, menos Laebdro Almeida... Coisas do futebol!! Cruzeiro Até a próxima! Toninho Almeida |
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